sábado, 16 de agosto de 2014



A etapa escolar da Olimpíada de Língua Portuguesa chegou ao final. Parabenizamos a todos os alunos que produziram seus textos com  dedicação e empenho. 
Nos jornais murais da escola foram expostos alguns textos, dentre tantos escritos com maestria. Aproveitamos este espaço para que você aprecie o resultado desse trabalho, fazendo  a leitura de algumas crônicas selecionadas para o concurso e do artigo de opinião. Viaje nesta leitura! 

CRÔNICAS

Tema: O lugar onde eu vivo.
Professora: Ivana Araújo Henrique Almeida
Curso: 1º Ensino Médio A Vespertino.

Vantagens de ser

         Ah... Do lugar onde eu vivo, que de todos é o meu favorito, poderia falar das paisagens ou da pouca modernidade, mas escolhi algo maior que qualquer bem material: a sua simplicidade.
         Ao sair pela manhã,  com um belo e escancarado sorriso, sou recebida por aqueles velhos vizinhos, sentados em suas cadeiras de madeira, com um bom-dia. Fazem desse gesto o mais nobre de todos, já que nos dias atuais as pequenas coisas estão sendo banalizadas, virando lembranças do passado.
         Então eu sigo de cabeça erguida, observando cada pessoa que cruza as ruas da minha cidade e imaginando com quantos sonhos se faz cada uma delas. Dos simples trabalhadores que saem cedo e deixam a família com o coração apertado, aos mais ambiciosos, cheios de si.
         Enquanto me perco em pensamentos, chego a me perguntar se há mais admiradores como eu, “caçadores de sonhos”, que gostam de uma boa história e se encantam com casas pequenas, porteiras e lindas flores. Que conseguem enxergar além, ver que em meio à maldade do mundo, ainda há sinceridade no olhar, amor ao próximo e bondade guardados no coração.
          Somos conhecidos pela hospitalidade e não poderia ser diferente! Temos a necessidade de acolher, cuidar. Somos calorosos e, acima de tudo, somos boa gente.  Mistura de jeitos, sotaques que juntos formam um só.
         E eu? Eu sou o acúmulo de todos os sonhos, o futuro, o presente e herdeira do passado. Caso queira me conhecer, eu estarei aqui no meu cantinho, vivendo cada dia de uma vez, até que o destino, por maldade, resolva me tirar daqui.
                                               Aluna: Potyra Vita Fraga


Cotidiano

         Sentado, numa das cadeiras da sala, me pego apreciando os pequenos detalhes que passam despercebidos desse cotidiano tão repetitivo. Pra ser realista, estou entediado pois tudo que hoje vejo, não passa de mera e grande coincidência do ontem.
         Então retorno ao meu estado de reflexão. A perspectiva me assusta, pois sei que nada de tão inédito ou surpreendente está a minha espera. O tempo se esvai, e aquela curta prorrogação que me restara, enfim se vai, perdida continuamente nas dimensões infinitas do passado.
         Sem mais delongas, surge presumidamente, aquele perfil feminino, encarregado de instruir aqueles que dão continuidade à sociedade. Mais cem minutos de aula a trilhar.
         Nessa perseguição pelo desigual, a fim de quebrar essa sequência de fatos repetitivos. Sorrateiramente, curvo minha cabeça à esquerda, e lá está ela, mais uma vez, com um sorriso eloquentemente pitoresco. Capaz de elevar meu estado de espírito ao limite. Deixando-me induzido, e caminhando para o infortúnio da minha alma.
         Sou aludido por um turbilhão de sentimentos conflitantes. Nem com todas as palavras poderia descrever aquela situação. Como uma sirene alarmando o suposto incêndio, a campainha soa... e com grande sobressalto, todos saem em um ritmo só, com um único objetivo apenas: retroceder para suas vidas rotineiras e repetitivas, que essa “cidadezinha”, no interior da Bahia tem a oferecer.
         E é dessa maneira presente, nada diferente do ontem e provavelmente do amanhã que encerro minha tarde, nessa pequena cidade de Ibicaraí.
                                   Aluno: Falbert de Freitas


Onde tem Bolota, Bolota é

         Moro em uma pacata cidadezinha, na verdade em um dos seus três distritos chamado Vila Santa Isabel, popularmente conhecida como 41. Uma vila de pessoas super-acolhedoras, cheias de manhas e “malandragens”.
         Mas hoje irei falar de um amigo que reside na vila. Ele é quase um cartão-postal. Todos o conhecem. Seu nome é Bolota ou Bola, embora ele não pareça nada com uma bola.
         Certo dia, comentei com ele que eu estava muito incomodado e sonolento por causa dos pernilongos, que tinham me abusado a noite inteira e não tinham me deixado dormir.
         Ele disse: - isso não é nada! Teve um dia em que fui dormir em minha casa, na roça. Estava com um sono terrível e ouvi um som tão alto, tipo um motor de carro. Pedi a minha mãe para desligar o liquidificador.
         - Vá dormir, não tô com nada ligado não, rapaz! – disse a mãe.
         E Bolota continuou:
         - Quando olhei, percebi que era um pernilongo do tamanho de uma mariposa, rondando meu ouvido, com um zumbido enlouquecedor  
         Logo retruquei: - É mentira Bola!
         - É verdade moço!
         Acabei-me em risadas. Ele falava parecendo que era verdade. Não sorria, e ficava com aquela cara de que estava falando sério.
         Lá na vila, se alguém conta alguma mentira, logo se fala: Sim, Bolota. Com ar de ironia.
         Ele tem diversas histórias. Se alguém comenta algo com ele,  falar que foi à praia ou em qualquer lugar, ele conta sempre uma de suas histórias, sobre a mesma situação.
         Ele é um ícone na minha simples e divertida cidadezinha.
                                  Aluno: Ewerson dos Santos

ARTIGO DE OPINIÃO.
Texto finalista
Tema: O lugar onde eu vivo.
Professora: Maria Conceição A. S. de Castro
Curso: 3º Ensino Médio A Vespertino.

As drogas em nossa sociedade

      Sabemos que as drogas estão destruindo cada vez mais a nossa sociedade, principalmente os adolescentes que se deixam levar por influências de amigos e também pela falta de diálogo com pais.  Muitos adolescentes acabam presos ou mortos por conta do envolvimento com as drogas.
     Atualmente podemos observar em determinadas ocasiões e ambientes os jovens com muita naturalidade fumando maconha, consumindo álcool à vontade, cheirando cocaína e aquele que não o faz sente-se desintegrado do grupo.  Percebemos que os jovens estão envolvidos por uma nova cultura, pois veem a droga como um símbolo de uma nova geração.
     Em minha opinião se a família estiver desestruturada é mais fácil para o adolescente começar ou continuar a usar drogas porque muitas vezes a família que se preocupa acha que a única solução para acabar com o vício do filho é prendendo o traficante, onde muitas vezes esquecem que antes de culpar as pessoas que estão de fora deveriam questionar e corrigir sua própria estrutura familiar.
     Mesmo com a polícia investigando bairros onde tem maior numero de pontos de drogas fica cada vez mais difícil combatê-la dentro da nossa cidade, pois existem fortes grupos de traficantes que fornecem drogas fazendo com que esse mal se alastre cada vez mais.  Também é possível observar que com o aumento do consumo de drogas a criminalidade se destaca.  O viciado quando quer cometer algum delito consome para cometer crimes ou até suicídio.
     Enfim a droga é a principal fonte da destruição da nossa cidade e que se não for tomada providências daqui a alguns anos a situação será impossível de reverte-la definitivamente.

Aluno: Erivelton Oliveira da Rocha

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