A etapa escolar da Olimpíada de Língua Portuguesa chegou ao final. Parabenizamos a todos os alunos que produziram seus textos com dedicação e empenho.
Nos jornais murais da escola foram expostos alguns textos, dentre tantos escritos com maestria. Aproveitamos este espaço para que você aprecie o resultado desse trabalho, fazendo a leitura de algumas crônicas selecionadas para o concurso e do artigo de opinião. Viaje nesta leitura!
CRÔNICAS
Tema: O lugar onde eu
vivo.
Professora: Ivana Araújo Henrique Almeida
Curso: 1º Ensino Médio A
Vespertino.
Vantagens de ser
Ah...
Do lugar onde eu vivo, que de todos é o meu favorito, poderia falar das
paisagens ou da pouca modernidade, mas escolhi algo maior que qualquer bem
material: a sua simplicidade.
Ao sair pela manhã, com um belo e escancarado sorriso, sou
recebida por aqueles velhos vizinhos, sentados em suas cadeiras de madeira, com
um bom-dia. Fazem desse gesto o mais nobre de todos, já que nos dias atuais as
pequenas coisas estão sendo banalizadas, virando lembranças do passado.
Então eu sigo de cabeça erguida,
observando cada pessoa que cruza as ruas da minha cidade e imaginando com
quantos sonhos se faz cada uma delas. Dos simples trabalhadores que saem cedo e
deixam a família com o coração apertado, aos mais ambiciosos, cheios de si.
Enquanto me perco em pensamentos, chego
a me perguntar se há mais admiradores como eu, “caçadores de sonhos”, que
gostam de uma boa história e se encantam com casas pequenas, porteiras e lindas
flores. Que conseguem enxergar além, ver que em meio à maldade do mundo, ainda
há sinceridade no olhar, amor ao próximo e bondade guardados no coração.
Somos
conhecidos pela hospitalidade e não poderia ser diferente! Temos a necessidade
de acolher, cuidar. Somos calorosos e, acima de tudo, somos boa gente. Mistura de jeitos, sotaques que juntos formam
um só.
E eu? Eu sou o acúmulo de todos os
sonhos, o futuro, o presente e herdeira do passado. Caso queira me conhecer, eu
estarei aqui no meu cantinho, vivendo cada dia de uma vez, até que o destino,
por maldade, resolva me tirar daqui.
Aluna: Potyra Vita Fraga
Cotidiano
Sentado,
numa das cadeiras da sala, me pego apreciando os pequenos detalhes que passam
despercebidos desse cotidiano tão repetitivo. Pra ser realista, estou entediado
pois tudo que hoje vejo, não passa de mera e grande coincidência do ontem.
Então retorno ao meu estado de reflexão.
A perspectiva me assusta, pois sei que nada de tão inédito ou surpreendente
está a minha espera. O tempo se esvai, e aquela curta prorrogação que me
restara, enfim se vai, perdida continuamente nas dimensões infinitas do
passado.
Sem mais delongas, surge
presumidamente, aquele perfil feminino, encarregado de instruir aqueles que dão
continuidade à sociedade. Mais cem minutos de aula a trilhar.
Nessa perseguição pelo desigual, a fim
de quebrar essa sequência de fatos repetitivos. Sorrateiramente, curvo minha
cabeça à esquerda, e lá está ela, mais uma vez, com um sorriso eloquentemente
pitoresco. Capaz de elevar meu estado de espírito ao limite. Deixando-me
induzido, e caminhando para o infortúnio da minha alma.
Sou aludido por um turbilhão de
sentimentos conflitantes. Nem com todas as palavras poderia descrever aquela
situação. Como uma sirene alarmando o suposto incêndio, a campainha soa... e
com grande sobressalto, todos saem em um ritmo só, com um único objetivo
apenas: retroceder para suas vidas rotineiras e repetitivas, que essa “cidadezinha”,
no interior da Bahia tem a oferecer.
E é dessa maneira presente, nada
diferente do ontem e provavelmente do amanhã que encerro minha tarde, nessa
pequena cidade de Ibicaraí.
Aluno: Falbert de Freitas
Onde tem Bolota, Bolota é
Moro
em uma pacata cidadezinha, na verdade em um dos seus três distritos chamado
Vila Santa Isabel, popularmente conhecida como 41. Uma vila de pessoas
super-acolhedoras, cheias de manhas e “malandragens”.
Mas hoje irei falar de um amigo que
reside na vila. Ele é quase um cartão-postal. Todos o conhecem. Seu nome é
Bolota ou Bola, embora ele não pareça nada com uma bola.
Certo dia, comentei com ele que eu
estava muito incomodado e sonolento por causa dos pernilongos, que tinham me
abusado a noite inteira e não tinham me deixado dormir.
Ele disse: - isso não é nada! Teve um
dia em que fui dormir em minha casa, na roça. Estava com um sono terrível e
ouvi um som tão alto, tipo um motor de carro. Pedi a minha mãe para desligar o
liquidificador.
- Vá dormir, não tô com nada ligado
não, rapaz! – disse a mãe.
E Bolota continuou:
- Quando olhei, percebi que era um
pernilongo do tamanho de uma mariposa, rondando meu ouvido, com um zumbido
enlouquecedor
Logo retruquei: - É mentira Bola!
- É verdade moço!
Acabei-me em risadas. Ele falava
parecendo que era verdade. Não sorria, e ficava com aquela cara de que estava
falando sério.
Lá na vila, se alguém conta alguma
mentira, logo se fala: Sim, Bolota. Com ar de ironia.
Ele tem diversas histórias. Se alguém
comenta algo com ele, falar que foi à
praia ou em qualquer lugar, ele conta sempre uma de suas histórias, sobre a
mesma situação.
Ele é um ícone na minha simples e
divertida cidadezinha.
ARTIGO DE OPINIÃO.
Texto finalista
Tema: O lugar onde eu
vivo.
Professora: Maria
Conceição A. S. de Castro
Curso: 3º Ensino Médio A
Vespertino.
As drogas em nossa sociedade
Sabemos que as drogas estão destruindo
cada vez mais a nossa sociedade, principalmente os adolescentes que se deixam
levar por influências de amigos e também pela falta de diálogo com pais. Muitos adolescentes acabam presos ou mortos
por conta do envolvimento com as drogas.
Atualmente podemos observar em
determinadas ocasiões e ambientes os jovens com muita naturalidade fumando
maconha, consumindo álcool à vontade, cheirando cocaína e aquele que não o faz
sente-se desintegrado do grupo.
Percebemos que os jovens estão envolvidos por uma nova cultura, pois
veem a droga como um símbolo de uma nova geração.
Em minha opinião se a família estiver
desestruturada é mais fácil para o adolescente começar ou continuar a usar
drogas porque muitas vezes a família que se preocupa acha que a única solução
para acabar com o vício do filho é prendendo o traficante, onde muitas vezes
esquecem que antes de culpar as pessoas que estão de fora deveriam questionar e
corrigir sua própria estrutura familiar.
Mesmo com a polícia investigando bairros
onde tem maior numero de pontos de drogas fica cada vez mais difícil combatê-la
dentro da nossa cidade, pois existem fortes grupos de traficantes que fornecem
drogas fazendo com que esse mal se alastre cada vez mais. Também é possível observar que com o aumento
do consumo de drogas a criminalidade se destaca. O viciado quando quer cometer algum delito
consome para cometer crimes ou até suicídio.
Enfim
a droga é a principal fonte da destruição da nossa cidade e que se não for
tomada providências daqui a alguns anos a situação será
impossível de reverte-la definitivamente.
Aluno: Erivelton Oliveira da Rocha

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